Dani Rodrigues nos presenteia mais uma vez com sua sensibilidade e inteligência, agora falando daquele tempo da vida que é de contemplação e cheio de glória e que, certamente, deve ser respeitado.
Apreciem!
Valeu, Dani!
Até a próxima,
Exception Gestão do Desenvolvimento
Sempre vi beleza na velhice, não sabia exatamente porque, mas o rosto marcado pelo tempo sempre teve algo que me chama atenção.
Observando com mais atenção alguns pequenos detalhes, entendi essa minha admiração.
Ao ver três senhoras conversando sobre um terrível acidente na região metropolitana de São Paulo, elas deixavam claro o significado de cada ruga.
Uma delas a que liderava a conversa, tinha a boca expressiva, com lábios que certamente foram carnudos e sedutores na juventude, mas ao calar-se esses lábios se acomodavam de forma naturalmente convexa. Seus olhos acompanhavam este desenho, e sua afirmativa era fatalista - "... acharam 11 corpos." - e então seus olhos se perdiam no vazio fora dali.
A segunda, sem piscar seus olhos miúdos, onde não se dinstinguia a iris da menina nos olhos, consentiu submissa - "... é." - os lábios desta, finos e inexpressivos, enrugados no canto superior não marcavam qualquer cor naquele rosto, apenas estavam ali, funcionais, usados sempre com submissão.
a ultima, esta com uma única contribuição a conversa tinha uma expressão tranqüila, com rugas nos cantos dos olhos, que pareciam descansar sobre uma outrora "corada bochecha", neles ainda havia brilho, mais manso e terno que talvez tenha sido no passado, mas nem por isso menos belo. O que mais me chamou a atenção nesta foram seus lábios, repousando tranqüilos numa posição que lhe parecia familia, confortável, com uma intimidade que só o tempo traz, eles pareciam sorrir, mesmo quando calados, e até duranto o rápido e doce comentário - "... Deus queira que estejam errados."
Então eu compreendi, as rugas são os músculos de um atleta, o rosto. Passamos a vida inteira nos preparando para uma prova final, nesta prova medirão se vivemos, haverão rugas da impaciência, da intolerância, da crítica, da piedade, do afeto, do amor. Nisto está a beleza da velhice, em expressas nestas rugas a forma como seviveu. Por fim continuaremos sendo medidos por nossa beleza, mas esta não se conquista com cremes ou plásticas, estaestará expressa por nossos sentimentos, nosso comportamento durante tod
Observando com mais atenção alguns pequenos detalhes, entendi essa minha admiração.
Ao ver três senhoras conversando sobre um terrível acidente na região metropolitana de São Paulo, elas deixavam claro o significado de cada ruga.
Uma delas a que liderava a conversa, tinha a boca expressiva, com lábios que certamente foram carnudos e sedutores na juventude, mas ao calar-se esses lábios se acomodavam de forma naturalmente convexa. Seus olhos acompanhavam este desenho, e sua afirmativa era fatalista - "... acharam 11 corpos." - e então seus olhos se perdiam no vazio fora dali.
A segunda, sem piscar seus olhos miúdos, onde não se dinstinguia a iris da menina nos olhos, consentiu submissa - "... é." - os lábios desta, finos e inexpressivos, enrugados no canto superior não marcavam qualquer cor naquele rosto, apenas estavam ali, funcionais, usados sempre com submissão.
a ultima, esta com uma única contribuição a conversa tinha uma expressão tranqüila, com rugas nos cantos dos olhos, que pareciam descansar sobre uma outrora "corada bochecha", neles ainda havia brilho, mais manso e terno que talvez tenha sido no passado, mas nem por isso menos belo. O que mais me chamou a atenção nesta foram seus lábios, repousando tranqüilos numa posição que lhe parecia familia, confortável, com uma intimidade que só o tempo traz, eles pareciam sorrir, mesmo quando calados, e até duranto o rápido e doce comentário - "... Deus queira que estejam errados."
Então eu compreendi, as rugas são os músculos de um atleta, o rosto. Passamos a vida inteira nos preparando para uma prova final, nesta prova medirão se vivemos, haverão rugas da impaciência, da intolerância, da crítica, da piedade, do afeto, do amor. Nisto está a beleza da velhice, em expressas nestas rugas a forma como seviveu. Por fim continuaremos sendo medidos por nossa beleza, mas esta não se conquista com cremes ou plásticas, estaestará expressa por nossos sentimentos, nosso comportamento durante tod
a a vida esse sim será o responsável por desenhar quem somos, e por ensinar aos que virão que suas escolhas deixarão marcar, não apenas nos outros ou no mundo mas principalmente em nós. Estas marcas nos definirão.
Não existe portanto um velho feio e enrugado, mas marcas de uma juventude vivida sem cuidados, o mais importantes, os que tratam da alma humana.
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