sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Amigos que te iluminam o dia

Olá!


Daniele Rodrigues é delicada ao dizer sobre PRESENÇA. Sabe aquela presença que dá sentido? Essa aí. 


E questiona o quanto a tecnologia tem nos tirado a “liberdade” de sermos presentes...


Valeu, Dani!


Até a próxima!
Exception Gestão do Desenvolvimento


Amigos que te ilumina o dia


Daqueles que não esperam convite, aparecem porque estavam com vontade de te ver, não te enviam um e-mail ou dão uma ligada, simplesmente se arriscam, tocam sua campainha porque a vontade de desfrutar de sua companhia os faz ser otimistas e saber que você estará lá para atender. 


Não esperam uma data especial, eles aparecem e fazem ser especial, fazem você especial.


Amigos assim estão dando uma passada rápida, mas ficam por horas, dão importância a este tempo que eles não planejaram em sua agenda, mas que é o mais importante do dia. Riem fácil e francamente, se importam . 


Conversam com você por horas a fio, iniciam vários assuntos e não terminam nenhum, porque há tanto o que conversar e compartilhar, mas o importante não é tudo o que há por ser dito, sem o que ficou por dizer, mas apenas o estar ali, jogando conversa fora no meio de um dia qualquer, sem um motivo qualquer, só porque deu vontade, só porque é seu amigo.


Hoje observei que não faço isso desde que saí do ginásio, só vou a busca dos meus amigos quando há um “objetivo”, um convite, um aniversário, uma razão daquelas que merecem ser agendadas. Há muitos anos não saio de casa apenas porque estou com vontade de me sentar e papear com um amigo. Me envergonho disso. Minhas redes sociais têm tantos deles, “amigos”, envio e-mail’s para todos, na maioria em grupos: Meninas, Rapazes, Faculdade, empresa tal, empresa X, colégio, família...


E ainda assim tenho a benção de receber a visita de amigos que simplesmente vieram me ver, apenas pra dizer oi, sem qualquer outra razão. 


E eu ainda estou buscando razão???


Ora essa é a melhor e mais importante de todas, ver os amigos porque eles nos iluminam o dia, porque nos fazem sentir bem, nos encorajam, nos fazem rir, compartilham uma vida conosco em minutos eternos e maravilhosos.


Tenho agora uma vontade enorme de relacionar todos os meus amigos e visitá-los um a um, conhecer os virtuais, apresentar  uns aos outros, entrelaçar afinidades, multiplicar amizades.
O tempo inteiro nos vemos buscando ampliar nossos resultados, estabelecer network, ser influentes e bem relacionados com quem possa nos auxiliar na selva profissional que se ergue cada vez mais densa e fechada, mas ...


Não estará nosso sucesso relacionado as pessoas que se beneficiam apenas com nossa presença? Aquelas que não nos perguntam sobre o que fazemos mas sobre como nos sentimos. Esta é a verdadeira rede de importância em nossas vidas.


Não quero mais fazer network, mas netconfort (sic), quero meus amigos em minha rede na varanda e não no facebook.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Acessibilidade para quem?


Olá!

Clarice Botelho narra as dificuldades de acesso que sofremos e o quanto isso interfere em nossa vida.

Apreciem e compartilhem essa história.

Obrigada, Clarice!

Exception Gestão do Desenvolvimento



 No mês de maio deste ano, sofri um acidente de carro, quebrando meus dois pés. Estou temporariamente impossibilitada de andar, vivendo um período como cadeirante.

Já estou assim por três meses e, neste período, já passei por duas fases: a primeira, onde queria sair muito, como que para provar para mim que uma cadeira de rodas não iria me impedir de viver. Hoje, me encontro na fase de pagar para não sair, já coloquei para amigos e família que até voltar a andar, só sairei de casa para ir ao médico. Mas por quê?

É claro que o estado emocional interfere, e muito. É difícil o momento que estou passando, o tempo não passa, a minha movimentação é limitada e minha dependência é grande. A cada consulta penso que o médico irá autorizar meus primeiros passos e, nada.

Mas, há algo que realmente contribui para este meu “não querer sair”. É esta  “acessibilidade”, ou melhor, a falta dela. Hoje ouve-se falar muito em inclusão, direito dos portadores de necessidades especiais, mas o que ocorre de fato nos dias de hoje? Neste período que estou vivendo, no início, como mencionei, procurei sair muito, fui ao cinema, ao teatro, ao shopping e até a um barzinho e cheguei a uma conclusão: não quero voltar a nenhum desses lugares enquanto não voltar a andar.

Na maioria desses lugares, havia acesso aos portadores de necessidades especiais, mas de maneira inadequada. Nos dois cinemas que fui, em um, tive que ficar na rampa, segurando no encosto do banco ao lado, com medo da cadeira deslizar. Em outra sala, havia espaço reservado a cadeirantes, mas na cara da tela; aquele lugar que, ao final do filme, você sai com torcicolo.  No shopping que fui, havia uma rampa que simplesmente acabava no nada, não tinha acesso a lugar nenhum. No teatro, tive um acolhimento muito bom, mas o espaço reservado a cadeira não era apropriado. Tivemos dificuldade em me “estacionar”.

Na realidade, há muito o que relatar, mas o que quero apresentar é que, de fato, o portador de necessidades especiais não tem garantido o seu direito de acesso. O que percebi é que nestes espaços, existe uma preocupação muito grande em se cumprir a lei que exige a garantia desse acesso, mas não há uma preocupação com  a qualidade do mesmo. Fica claro, que a preocupação é com a fiscalização e não com o ser humano que necessita desse acesso.

Creio que já avançamos muito, mas não podemos nos acomodar, é necessário agora, lutarmos pela garantia da qualidade desse acesso. Todos nós temos o direito de viver integralmente, podendo aproveitar tudo o que a cidade nos oferece. Está escrito: Acessibilidade, um direito de todos.